Comprar, comprar, comprar, este é o lema da maioria dos brasileiros quando vão viajar para New York City. A possibilidade de adquirir produtos de marca internacional com preço abaixo do mercado deixa a maioria dos brasileiros em estado de êxtase total, principalmente as mulheres. Os eletro-eletrônicos são a preferência do lado masculino e o mercado de vestuário é o preferido das mulheres... Bom, comprar eletroeletrônicos em NYC requer habilidade e muita pesquisa porque, por incrível que pareça, tem muita loja localizada em plena 5ª Avenue, especializada em “ludibriar” estrangeiros. Todo o cuidado é pouco, principalmente para aqueles que não dominam a língua inglesa, pois, muitas vezes, não tem como devolver ou trocar o produto e voltam para casa com a sensação de que foram “roubados”, literalmente. Tem que ter cuidado porque em algumas lojas os eletroeletrônicos são mercadorias asiáticas, provenientes de países que exploram a mão-de-obra infantil ou produzidas por trabalhadores que suportam condições de trabalho sub-humanas. São geralmente cópias piratas de baixa qualidade como celulares que possuem somente a carcaça “original” e a parte interna é de papelão; óculos Ray Ban que não tem proteção contra raios solares, calculadoras que funcionam por apenas algumas horas... Essas mercadorias também invadiram NYC e, para comprar “paraguaios”, você não precisa ir a New York. Cuidado com as lojas super turísticas da Times Square, da 5ª Avenue, da Broadway e do bairro Chinatown.Embora certos preços possam ser atrativos, a qualidade costuma ser para lá de duvidosa e muitos golpes são aplicados ali. Um dos golpes mais aplicados é com relação a celulares, que chegam a custar um terço do preço no Brasil, os famosos “Iphone”, onde você compra a mercadoria na caixa fechada, com garantia e tudo o mais, porém, ao chegar em casa e testar os aparelhos você descobre que os mesmos nem plugam na tomada, são meros brinquedos infantis, super bem feitos.Geralmente as lojas que vendem este tipo de mercadoria têm uma placa na vitrine anunciando “falamos português”. Ao entrar os atendentes geralmente falam “meio portunhol” e alguns até são da 3ª idade, “bons velhinhos” especializados em “passar a perna em turistas”. Mesmo que você queira trocar a mercadoria no outro dia, estes atendentes se fazem de “loucos”, colocam mil empecilhos como aumento de preços nas outras mercadorias solicitadas para troca, carimbos nas notas de “não aceitamos devolução de mercadorias” e assim por diante.Mesmo que você procure o Departamento do Direito do Consumidor em NYC, para reclamação, este procedimento leva um tempo, o que talvez não garanta que você seja atendido durante o período que estiver de férias em NYC.A maior dica mesmo é evitar comprar em lojas especializadas em turistas, principalmente aquelas localizadas na 5ª Avenue, bem próximas ao prédio da Biblioteca Pública de NYC, e as mais próximas ao Empire State Building. Quase todas vendem artigos de baixa qualidade ou falsificações, e o comprador não consegue reaver o dinheiro depois de voltar para casa. Procure lojas de departamentos, mesmo que o valor não seja tão atraente, mas pelo menos você terá a garantia que seu aparelho irá funcionar e de que está comprando um produto de boa qualidade.Não devemos nos esquecer que em NYC as taxas são cobradas sobre os preços divulgados dos produtos. Assim, sobre o valor apresentado pela loja, você pagará em torno de 7% a 10% a mais de tributos.
“Jersey’s Gardens” este é o canal de compras da região de New York City. Localizado a uma hora de ônibus deManhatan é o famoso “point” de saldos e pontas de estoque das grandes grifes mundiais de roupas e calçados. O preço da passagem é de, aproximadamente, 15 dólares por pessoa, com bilhete ida e volta. A dica é comprar o ticket de ônibus na Rodoviária de NYC - Port Authority Bus Terminal, em plena 8ª Avenida com a Rua 42. O lugar é de fácil acesso e o prédio é considerado pelos críticos em arquitetura como sendo um dos mais feios da cidade. A rodoviária novaiorquina movimenta mais de 7.200 ônibus e mais de 200 mil passageiros por dia, 40 empresas de ônibus e 11 linhas de metrô e é considerado o terminal rodoviário de maior movimento do mundo. O Port Authority Bus Terminal é muito grande e a dica é seguir as placas que indiquem a direção do portão 222, onde sai o ônibus que leva direto ao complexo de compras de “Jersey’s Gardens”.

Caminhar pela 5th Avenue com as lojas iluminadas mostrando toda a riqueza de suas grifes; passar pelos teatros da Broadway e ver toda os paineis coloridos iluminando cenários como marcas de tênis, roupas, eletrônicos, filmes... e a neve caindo cada vez mais forte, até que não foi mais possível distinguir as calçadas e as ruas. Ficou tudo emendado; carros buzinando; pedestres caminhando e tirando fotos sem parar. Alguns novaiorquinos apavorados correndo para casa e somente nós, os turistas, na rua achando tudo, mas tudo, maravilhoso. Tudo isto aconteceu um dia após o natal, na manha do dia 26 de dezembro.
Estamos hospedados no Brooklin e quando amanheceu o dia 27 de dezembro, ao sair na rua, deparamos com um visual lindo mas assustador: carros enterrados, metrôs parados, ônibus cancelados, nem sinal de taxi... Sem condições de locomoção. Foi a sexta maior nevasca da história de NYC até o momento. Já se passaram 3 dias e nada de normalizar a cidade.





